domingo, 20 de junho de 2010

Primeiro Ponto...

Primeiro ponto a tratar aqui se faz necessário uma reflexão... “O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.” Mahatma Gandhi



Palavra forte essa não? O perdão. Perdoar, uma forte e bela maneira de se recomeçar a pensar em mudar a vida. Perdoar a si mesmo, aos seus instintos de fazer algo que não pensara, apenas fizera. Perdoar a inocência de não saber o que fazer nas horas mais angustiantes de decisão. Difícil entender o perdão. Perdoar o próximo...eita, esse é mais difícil ainda quando não conseguimos nos perdoar por nos deixar enganar. Que tal pensarmos em... fiz a minha parte. Fiz o melhor que pude. Isso sim é esquecer e perdoar, bem, pensando de modo bem simplista.


Falar de perdão é tão difícil quanto perdoar. Falar de perdão é tão bonito quanto ser perdoado de verdade e com o coração limpo, saber que o perdão foi sincero e agradecermos. Vamos fazer o primeiro ponto aqui. Vamos falar de perdão. Portanto, peço perdão por escrever sem ser escritor, sem saber escrever, peço perdão por pedir a você que está lendo, fazer a honra de me falar sobre o perdão. Me faz essa gentileza. Me escreve sobre o perdão e vamos compartilhar a alegria de perdoar.

Um comentário:

  1. O perdão pode parecer absurdo quando é feito de frases prontas e palavras soltas.
    E pode parecer divino quando a situação exige um "quê" de sensibilidade. Ou quando o ato de perdoar aparenta ser frustrante ou grandioso demais.
    Eu acho que somos feitos de sentimentos. Apenas.
    Temos, sim, a capacidade de amar, de odiar, de ferir, de matar. Quando machucamos alguém verbalmente, fisicamente, psicologicamente ou no fundo do peito, atingimos a pessoa. Quem sai da história machucada é ela, não Deus. Empurrar o perdão para que uma entidade superior resolva o problema, ajuda, sim. Para quem machucou. Não para quem está ferido.
    Porque por mais ferido que se esteja, ouvir um sincero "me desculpe" pode ajudar a cicatrizar as feridas. Eu sei. Ninguém disse que é fácil assumir o erro, abaixar a cabeça e assumir: errei.
    Mas errar faz parte da natureza. E, como tal, faz parte de nossas vidas.
    Há uma incógnita em minha mente quando me pergunto: o que é mais fácil? Perdoar ou ser perdoado?
    E, sinceramente, as duas coisas são tão relativamente iguais que dessa vez eu não tirei nenhuma conclusão.
    Quem perdoa, dá uma chance. E por mais que os olhos esbanjem sinceridade, o interior pode estar mentindo. Então há uma incerteza imperceptível e perigosa. Mas procure não pensar muito nisso se alguém lhe pedir desculpas.
    O ato de perdoar é doloroso. Parecemos frágeis e vulneráveis quando concedemos perdão. E isso acontece porque a ferida já está profunda e o perdão parece não ser suficiente, necessário ou sincero.
    Quem pede perdão tem ou não consciência de que pecou, errou, como queiram. O que tem que ser entendido é que, às vezes, pedimos perdão sem achar que a situação mereça aquela aparente humilhação. O que é um erro. Mas qualquer tipo de desculpas, por menor que seja, é válida. Desde que seja sincera.
    Porque cada um de nós funciona de um jeito. Há erros para mim que são extremamente graves e que, para você, não passam de um pequeno delito.
    De qualquer maneira, encerrando com mais uma crise existencial característica da minha pessoa, não deixe para perdoar no último momento ou pedir perdão no último minuto. Nunca se sabe, não é?
    Você já parou para pensar que às vezes precisa pedir desculpas a si mesmo? Pela sua saúde, pelo seu jeito com as pessoas, pelas irresponsabilidades, pelos erros. Quando pedimos perdão a nós mesmos, começamos a perdoar o mundo ao redor.

    ResponderExcluir